Olà Pessoal!
Eu sei, eu sei... ha um bom tempo eu não escrevo aqui, eu sai de férias, voltei, estudei, fiz provaS... sim, sim... não foi um periodo apropriado pra escrever aqui. Primeiro fiz uma otima viagem com muitas reflexões (jà jà eu escrevo...), depois mergulhei numa temporada de "apaga incêndios" que obviamente deixariam queimaduras... mas no's sempre podemos dar um jeito, 'Yes we can!'
Comecei com aquela frase de auto-ajuda: "Hoje eu quero ver o chão do meu quarto!". Pois bem, consegui até coletar todos os objetos-sujos-não-identificados (OSNI) do chão. Mas parte da bagunça foi parar em cima da mesa e tive que apelar pras segunda e terceira frases: "Hoje eu quero ser capaz de encontrar um papel na minha mesa!" e "Hoje eu quero ter comida na geladeira". Acho que hoje eu fui contaminado por alguma filosofia oriental que o nosso bem-estar começa com a nossa casa... pois bem... sinto-me mais disposto, 'Yes we can!'
Deixe-me começar pela minha viagem às terras da rainha... sim, eu aproveitei as férias da semana passada para pegar um mala e sair andando, a principio pensei que estaria sempre sozinho, mas me enganei... contei com muita ajuda e otimas companhias!
Comecei por Paris na segunda, parada estratégica e rapida na casa do Camilo e do Marcelo, rapida, mas com Beaujolais e Strogonoff... depois partida pra Nottingham... jà ouviu falar? Então, nem eu até comprar a passagem de avião! A idéia era apenas ir à Inglaterra com uma passagem barata... e de quebra ganhei um cidade pequena bem tipica inglesa. Visualmente totalmente diferente dos parâmetros europeus que conhecia... resumindo, os prédios são de tijolinho e marrons!
O pessoal do albergue era interessante e o sotaque britânico (Briiiitisssssssh English) com o batatão na boca foi impressionante no inicio. Era muito engraçado, parecia forçado... mas quando vi crianças de 10 anos e senhores de 70 dizendo o tipico 'Nooouuu way'... ok! ferrou!
No final das contas Nottingham é a cidade do Hobin Hood e da floresta Sharewood, lembra? Kevin Costner? Pois então... visitei até o castelo daquele Xerife que lutava contra o 'principe dos ladrões'... e là vi a primeira cena marcante desta viagem: A prefeitura transformou o castelo em museu e là estava eu... quando cheguei na galeria principal de pinturas vi que o silêncio não era o mesmo. Eles usavam a galeria de uns 30m como classe de pintura de uma sala de jardim de infância...hehehe. Estava cheia de crinças de 5, 7 anos desenhando na frente das obras de arte. Achei o maximo! Melhor foi ver a sala no final da galeria. Eles a transformaram em sala de leitura, acarpetada e azul! Alguns quadros famosos com o tema 'pesca', varios livros infantis e os pais lendo para seus filhos de 3, 4 anos... ali sim, vi que podemos fazer muita coisa diferente, 'Yes we can!'
Parti pra Londres de trem, lendo meu livro novo e imaginando como seria chegar na cidade tão descrita pela minha irmã, Katia, e pelo meu amigo, Allan. Senti que ia ao encontro das imagens que fiz ha alguns anos. Tinha impresso uns mapas toscos saidos do 'google maps'... que guia que nada... eu queria era andar e conhecer a cidade. Estava tudo pronto, passearia o resto da tarde andando, passaria no British Museum (grande museu de Londres que concentra muita coisa "tirada" do Egito, Grécia, entre outros) e depois partiria pra casa do André e da Cynthia, irmão e cunhada do Bernado que estão morando em Londres... jà jà eu conto melhor.
Esse era o plano até me perder na cidade procurando o maior museu da cidade... me achei nulo. Cadê a avenida principal? Aquela que deixa bem à mostra o prédio do museu? Besta... você não està na França, mas em Londres! Aqui as pessoas andam, compram, gastam, o dinheiro e o comércio estão visivelmente vivos nas ruas, não são as empresas que se adaptam ao prédio do século 18, mas este é que foi reformado, derrubado, adaptado pra render mais! Museu? Ele estava fincado no meio de ruas lindas, mas nada principais... no meio do bairro... agente sempre pode adaptar pra melhorar nossa vida, 'Yes we can!'
Depois de curtir as ruas a noite e de ficar totalmente impressionado com a hora do rush na saida dos prédio comerciais proximos da estação de metrô Bank, olha o nome também..., eu segui pro apartamento do André que fica num bairro novo e bem bonito de Londres. Chegando là, conheci primeiro a Cynthia, que jà havia voltado da faculdade, com quem conversei muito até o André chegar do trabalho. Casal cearence simpatississimo, com a tipica vontade e disposição de receber uma visita, mesmo que ela seja caida de paraquedas e desconhecida como eu. Depois de muita conversa tentei ficar quieto e não atrapalhar a rotina nada calma do casal.
Quinta-feira foi o dia de visitar varios pontos turisticos e conhecer a Londres dos cartões postais.
Linda! Diferente e linda! Consegui encontrar a amiga da Katia, Verônica, que também mora em Londres e conseguimos passear por Candem Town, um bairro diferente de Londres que concentra doidos de todos os tipos, pubs interessantes, mercados de punks e muitas outras lembranças das duas que a Verônica me contou um pouco. Mais uma noite de interrogatorio ao coitado do André (ele fez também o programa de duplo diploma que estou fazendo...), um minusculo agradecimento pela estadia ("Macho, enjoy the French wine!") e parti...
Cheguei cansado e bem fantasiado em Nottingham, pois cheguei na noite de Halloween e a cidade resolver entrar pro livros dos recordes pela "cidade com o maior numero de zumbis dançando a musica Thriller do Michael Jackson ao mesmo tempo". Infelizmente perdi a dança oficial, quando cheguei eles jà estavam dispersos pela cidade... buuuu!
Comentario besta: Quando cheguei no aeroporto de Nottingham vindo da França, os policiais fizeram aquelas perguntas basicas, confirmaram informações... mas sem problemas. Jà na saida, nem me revistaram... passei quase direto, mulherada sendo revistada tirando sapato alto e eu... sussa! Cheguei na França, o policia francês olhou pra minha cara... passaporte, cara, cracha, cara, cracha, depois de rir... "Tem certeza que você não é Irlandês?" Acho que fui expulso e não percebi...heheh . Mas sério! Deve ter sido a milésima vez que eu escuto isso aqui... mãe? você não tem nada pra me dizer?
O ultima capitulo da viagem foi em Paris com o pessoal brasileiro (ou quase) que estão trabalhando por là... Fiquei muito feliz de rever todo mundo, conversar bastante, colocar os assuntos em dia e ver que os brasileiros estão mandando muito bem e com otimas oportunidades, 'Yes we can!'
Tentando parar de escrever...
Eu queria apenas dizer que foi muito valido viajar nestas condições. Procurar um pequeno isolamento, um desafio pra se adaptar, poder contar com otimas companhias, ver muitas oportunidades criadas e aproveitadas pra retomar minha motivação, recarregar minhas baterias depois de um começo não tão facil neste segundo ano. Pude ver, ouvir e viver algumas situações que lembraram-me o quão grande e importante é esta minha oportunidade. Chega de reclamar sem motivo, stressar sem problema e perder tempo tendo a vida toda pela frente. 'Yes we can!'
Vou deixar uma foto pra representar a fato do ano.
Não foi fato de ser negro, ser democrata ou presidente dos EUA, foi a fato de representar (ainda não provou) a possibilidade de mudança, de quebra da inercia de nem querer votar, "pois o resultado serah o mesmo com o ou sem o meu voto", foi o fato de representar uma mudança significativa na maneira com que muitos paìses vêm sua politica externa, esperança de novas tecnologias pra esfriar a nossa estufa, representar uma esperança mesmo quando o barco jà escuta os violinistas de salva-vidas tocando... representar, mesmo que por um sentimento idealizado, ainda distante e soh real na cabeça das pessoas... que podemos mudar alguma coisa, 'Yes we can!'

Não foi fato de ser negro, ser democrata ou presidente dos EUA, foi a fato de representar (ainda não provou) a possibilidade de mudança, de quebra da inercia de nem querer votar, "pois o resultado serah o mesmo com o ou sem o meu voto", foi o fato de representar uma mudança significativa na maneira com que muitos paìses vêm sua politica externa, esperança de novas tecnologias pra esfriar a nossa estufa, representar uma esperança mesmo quando o barco jà escuta os violinistas de salva-vidas tocando... representar, mesmo que por um sentimento idealizado, ainda distante e soh real na cabeça das pessoas... que podemos mudar alguma coisa, 'Yes we can!'
Se você chegou até aqui... por favor, mande-me um e-mail e conte as novidades!!
Beijos a todos!
Muitas saudades!
Thiago
4 comentários:
Moor! Adorei ler esta mensagem. Ficou gostosa de ler... parece cronica.. e foi possível imaginar vc vagando por aí! Que bom que recarregou as energias e se sente pronto pra continuar. É isso, não é!? Como sempre: Torcendo por vc! Saudade imensa! Te Amo! Flá
Londres é demais...sem palavras..tinha certeza que ia adorar tbem.
bjos
Katia
oi
Eai thi,obrigado pelo banho de cultura.Aqui está tudo bem tirando que meu amor vai me deixar durante trinta dias, a aninha vai visitar o irmão dela nos EUA,mais ta bom acho que vou suportar.
Abraço muleque,Sucesso.
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